Parashá Chaiê Sará

“E Sará viveu … E Sará morreu.” (Bereshit. 23: 1-2)

Esta semana, nossa porção da Torá começa com a passagem de Sará e seu enterro. Por que, então, a porção é chamada de Chaiei Sará – A vida de Sará – ao invés de A morte de Sará? Chaiei Sará – A vida de Sará – estava focada em um objetivo e um ideal: que seu filho, Itschak, atingisse a grandeza espiritual. Nossa porção discute a vida de Itschak, a própria realização do sonho espiritual de Sará. Embora, nesta parte, lermos sobre sua morte e seu sepultamento, por meio de Itschak seus ideais foram cumpridos e, por meio do filho, ela continuou a viver. Na verdade, a vida de Sará era a vida justa de Itschak.

“Os anos de Sará foram cento e vinte e sete anos.” (Bereshit, 23: 1)

Sará é a única mulher na Torá cuja idade é explicitamente registrada. Isso porque ela é considerada a mãe de todo o Povo judeu, como afirma o versículo: “E de Sará, que te deu à luz.” (Ieshaiahu, 51: 2).

“E Avraham era velho e bem avançado em idade (literalmente ‘em dias’).” (Bereshit, 24: 1)

Dia é termo associado à luz e à iluminação, como consta: “E D’us chamou a luz do dia”. Em outras palavras, a vida de Avraham foi completamente iluminada, pois ele não desperdiçou nenhuma luz, em um dia sequer, de sua existência.