Parashá Toledot

Pérolas Toledot   

(25:19- 28:9)

Cave um poço

A porção da Torá desta semana, Toledot, narra a vida de Itschak após a morte de seu pai, Avraham. Começa com os detalhes sobre o vazio que Itschak e Rivká sentiam por não terem tido filhos e conta como, depois de 20 anos, o casal foi abençoado com gêmeos. O filho mais velho se chamava Essav; o mais novo, Iaacov. Devido à fome, Itschak viaja com sua família para o Egito, vindo de sua morada em Canaã. Quando passam pela Filisteia, D’us ordena que lá permaneçam.

A narrativa da vida de Itschak na terra dos filisteus destaca e enfatiza o fato de que ele cavava poços. Primeiro, desenterrou os poços que seu pai cavara originalmente, pois os filisteus os haviam coberto com terra. Então, cavou novos poços. Por fim, a Torá nos conta como seus servos, após cavarem um poço, foram até Itschak e lhe disseram: “encontramos água”.

Concluímos que cavar poços era algo central na vida deste Patriarca. Enquanto seu pai, Avraham, empenhou-se em incentivar pessoas a seguir D’us, Itschak cavou poços. Qual é o significado, aqui, de se escavar de um poço? Para cavarmos um poço, primeiro precisamos acreditar que há água. Em segundo lugar, a atividade requer um trabalho árduo até se chegar ao fundo e encontrarmos a água.

Por analogia, caso alguém não esteja feliz com quem, aparentemente, seja, deve saber que, em seu interior, há “água”, há uma pessoa bonita. Tudo o que se precisa fazer é “cavar” para trabalhar a si mesmo. Se continuar cavando, certamente encontrará água.

Assim, Avraham veio e nos ensinou uma nova maneira de agirmos exteriormente, conforme D’us gostaria que o fizéssemos. Tal atitude pode parecer artificial, mas esta é uma percepção falsa pois, interiormente, somos perfeitos. E Itschak nos ensinou o passo seguinte: quando belos por fora, devemos “cavar” ao encontro da beleza interior.

Shabat Shalom Umevorach!