Parashá Vaierá

Nesta semana, lemos sobre nosso Patriarca Avraham, o primeiro judeu. Por meio do serviço de Avraham, o Nome de D’us se tornou conhecido em todo o mundo, e muitas pessoas foram levadas a acreditar Nele.

A Torá afirma: “E Avraham plantou um (Eshel) pomar em Be’er Sheva e ele (encorajava todos visitantes) ali proclamarem o nome de D’us.” O Midrash explica que um Eshel é mais do que um pomar: nosso Patriarca Avraham estabeleceu uma estalagem em meio ao deserto para atender os viajantes naquele ambiente inóspito.

Avraham conhecia esses viajantes pessoalmente? Claro que não. Ele não tinha ideia de quem poderia chegar. Tudo o que sabia era que os estranhos, sem dúvida, estariam com fome, sede e cansados de sua jornada pelo deserto. Sua motivação era tornar viagens mais agradáveis e menos cansativas.

Avraham forneceu, aos seus convidados, todos os tipos de amenidades, não apenas pão e água para satisfazer sua fome e saciar sua sede. Seus visitantes recebiam carnes, vinhos finos, frutas e uma grande variedade de iguarias, além de um lugar para dormir e descansar de suas viagens.

As necessidades espirituais dos visitantes também foram levadas em consideração. Ao lado da pousada que supria todas as suas necessidades físicas, Avraham estabeleceu um Sinédrio, um Tribunal de Justiça, para que os Sábios pudessem responder às dúvidas dos viajantes e encontrar soluções para seus problemas pessoais e comerciais.

 Os atributos de bondade e justiça são uma herança de nosso antepassado, Avraham, para nós. Aqui, a Torá nos ensina como devemos receber as visitas e praticar a bondade.

Não é suficiente alimentar alguém, atendendo apenas suas necessidades físicas. Devemos oferecer prazer e alegria e tentar ajudá-lo a resolver seus embates espirituais. Cabe a nós praticar tal mitsvá, mesmo em relação aos que não conhecemos. Conforme Avraham nos ensinou, este é o verdadeiro significado de Tsedaká e Chessed.