Parashá Vaigash

Educação exige sacrifício

A porção da Torá desta semana, Vaigash, começa com as palavras “Iehudá se aproximou”.(Gên. 44:18). Iehudá se aproximou de Iossef e pediu que seu irmão mais novo, Biniamin, fosse libertado para que ele pudesse levá-lo ao pai, Iaacov. Nossos Sábios nos dizem que Iehudá estava disposto a fazer tudo o que fosse necessário para libertar Biniamin e devolvê-lo ao pai, até mesmo travar uma guerra.

Por que Iehudá adotou uma postura tão forte? A resposta é que Iehudá foi, pessoalmente, responsável pelo bem-estar de Biniamin, como ele explicou: “Pois seu servo se tornou fiador do rapaz”. (Gên. 44:32). Iehudá prometeu a seu pai que cuidaria de Biniamin e o levaria para casa; assim, ele estava disposto a fazer qualquer coisa, mesmo em batalha, para cumprir sua promessa.

Na verdade, Iehudá nunca poderia ter sido vitorioso em uma guerra realizada contra Iossef. No entanto, caso fosse necessário, Iehudá estava pronto para dar esse passo drástico, pois sabia que era responsável por Biniamin e havia aceito seu papel – mesmo que isso o obrigasse a colocar sua própria vida em risco.

Aqui aprendemos uma lição importante sobre educação. Quando D’us nos concede a bênção de ter uma criança, recebemos também uma grande responsabilidade. Às vezes é necessário que os pais até se auto sacrifiquem para garantir que nada de mal aconteça a um de seus filhos, que D’us não permita. Um dos maiores esforços deve ser empregado no investimento em uma educação judaica verdadeira e autêntica. Os pais devem estar dispostos a altos níveis de sacrifício a fim de tornar isso possível.