Parshiot Tazria-Metzorá

( Levítico  12:1–15:33)

Mashiach leproso

Nesta semana, lemos duas Parshiot. Tazria e Metsorá detalham as leis especiais que se referem à lepra, uma aflição cuja causa-origem era espiritual e não guarda semelhança com a doença como a conhecemos atualmente. Tal condição alterava a pele do indivíduo, causando uma mudança radical na aparência da área afetada.

Logo, é surpreendente que o Talmud se refira a Mashiach como alguém tomado dessa aflição. “Qual é o nome de Mashiach?”, pergunta a Gemará. “Chivra (em aramaico, leproso) é o nome dele”. (Sanhedrin, 98:B). Como pode o rei Mashiach, uma pessoa de sua perfeição espiritual, ser chamado de leproso? Assim, devemos concluir que o termo signifique algo mais profundo.

Metsorá se refere a uma doença externa que afetava apenas a pele do doente. Os órgãos internos do leproso permaneciam saudáveis e não afetados, assim como a própria carne. Somente a parte externa do indivíduo era atingida e a cor de sua pele era transformada.

O exílio é caracterizado pela aparente ausência de D’us. A vinda de Mashiach e a Redenção Final darão início a uma era na qual a Divindade será aparente e presente. Ao longo de milhares de anos, nos quatro cantos da terra, o povo judeu conseguiu curar o mundo de sua doença interna, um esforço para iluminar a escuridão provocada pelo exílio, fortalecendo as forças do bem sobre o mal.

Agora, no final do exílio, estamos no limiar da Era Messiânica. O que falta para a chegada de Mashiach são os retoques finais na preparação do mundo para uma era melhor. Até este momento, no entanto, Mashiach é considerado “leproso”, pois sofre a dor do fim do exílio, enquanto espera, com impaciência, o momento em que o mundo estará totalmente preparado para sua vinda. Então, será redimido o povo judeu e o mundo inteiro.