Pérolas Devarim

Tisha Be Av

Neste ano, Tisha Beav, o dia que lembraremos a destruição de nossos Templos Sagrados, coincidirá com o Shabat, adiando-o, assim, para o dia seguinte.

Mas por que lembrar? Por mais de 19 séculos, temos nos lembrado e observado tais eventos, tornando esta data a mais triste de nosso calendário. Por quê? Por que continuar revivendo momentos tão antigos e tão dolorosos?

Judeus nunca tiveram história. Nós temos memória. A história pode se tornar um livro, um museu e antiguidades esquecidas. A memória é viva e garante o nosso futuro.

Mesmo em meio às ruínas, recusamo-nos a esquecer. O primeiro Templo foi destruído pelos babilônios. Enquanto levavam os judeus ao cativeiro, estes se sentavam e choravam. “Nos rios da Babilônia, nos sentamos e choramos lembrando Sião…’’ (Salmos 137:1) Nós não estávamos chorando por nós mesmos ou por nossas liberdades perdidas, mas pela cidade celestial e o Templo Sagrado.

Justamente por nos recusarmos a aceitar o exílio como fato histórico consumado, reconstruímos orgulhosas comunidades judaicas em todo o mundo, enquanto nossos vencedores foram vencidos pelo tempo. As nações que nos oprimiram se tornaram história, enquanto nós, inspirados pela memória, emergimos revitalizados e regenerados; e para sempre seremos: “Am Yisrael Chai – o povo de Israel vive!”

Somente se nos recusarmos a esquecer, somente se observarmos Tisha B’av, poderemos reconstruir. De fato, o Talmud nos assegura: “Todo aquele que chorar por Jerusalém merecerá testemunhar seu regozijo”. (Taanit 30,2). Roguemos a D´us que restaure os dias gloriosos e reconstrua  Sua casa eterna. Que seja rapidamente e em nossos dias, Amen!

Shabat Shalom Umevorach! 

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