Pérolas Shoftim

Parashat Shoftim

(Deuteronômio 16:18- 21:09)

A porção da Torá desta semana, Shoftim, fala sobre as cidades de refúgio, para onde uma pessoa fugiria se, acidentalmente, matasse alguém. Lá, o assassino não- intencional iria morar, protegido da ira dos parentes da vítima, até que o Sumo Sacerdote que servisse no Templo Sagrado falecesse.

Mas não apenas assassinos involuntários procuravam refúgio nessas cidades; e mesmo alguém que houvesse cometido um assassinato de modo intencional deveria, igualmente, fugir para tais locais até que o tribunal emitisse sua decisão sobre o crime.

Após a destruição do Templo Sagrado e a dispersão do povo judeu, as cidades de refúgio deixaram de existir no sentido físico. No entanto, a Torá é eterna e suas lições se aplicam em todas as gerações.

Nossos Sábios ensinaram que “as palavras da Torá absorvem”. Em outras palavras, a própria Torá é o refúgio no qual todos podemos procurar asilo. No sentido espiritual, “matar” equivale ao ato de pecar, o que provocaria uma morte espiritual à alma Divina, uma vez que as 613 mitzvót da Torá são as “cordas” que ligam nossa alma a D’us.

Transgredir os mandamentos da Torá afrouxa tais laços; uma ameaça de separação entre a alma e sua fonte Divina.

Aprendemos em Shoftim que nunca é tarde demais para a teshuvá, para nos arrependermos, não importando quão grave tenha sido a transgressão. Até mesmo alguém que tenha pecado deliberadamente pode fazer teshuvá, buscando proteção no refúgio da Torá.

Da mesma forma, o mês de Elul, durante o qual refletimos sobre nossas ações no ano anterior, seria uma “cidade de refúgio” no tempo, oferecendo-nos a mesma oportunidade de crescimento espiritual, bem como o merecimento de um novo ano bom e doce.

Shabat Shalom Umevorach!