Shabat e Shushan Purim

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Shabat e Shushan Purim

Uma das mitsvot de Purim é a leitura da Meguilat Ester. É o único dos 24 livros do Tanach em que o Nome de D’us não aparece. O nome Ester também alude à ocultação da Presença Divina, pois a raiz deste nome significa ocultar. Em contraste, a palavra Meguilá origina-se da raiz hebraica que significa revelação.

Assim, o milagre de Purim aconteceu de uma maneira aparentemente natural. A salvação milagrosa, trazida por Mordechai e Ester, estava “escondida” em uma série de eventos plausíveis. Purim, portanto, representa uma contradição: por um lado, ocultação; por outro, revelação Divina.

A contradição é desfeita, entretanto, quando passamos a ler a Meguilá com a compreensão de que até mesmo as ocultações de D’us são revelações, originadas na mesma Fonte. De que a Essência de D’us também se encontra nos níveis mais baixos da Criação e transcende a ordem natural.

Diz o Baal Shem Tov sobre a Mishná: ” Se alguém lê a Meguilá pensando que ela se refere apenas a um evento histórico e que o milagre não está acontecendo em nossos tempos, não cumpriu seu dever. O objetivo da leitura da Meguilá é nos ensinar como nos conduzir no presente.

Enxergar os milagres em dias comuns, na rotina do dia a dia, é uma das grandes lições que Purim nos proporciona. Ao prestarmos atenção nos detalhes, perceberemos que nossa vida é um conjunto de milagres constantes.