Parashá Tetzavê e Purim

Tirando as máscaras

Vamos tirar as máscaras, comer Oznei Haman, adentrar a Meguilat Esther e encontrar o denominador comum entre eles.

Quando alguém está fantasiado ou com uma máscara, sua identidade é oculta. Ricos ou pobres, espertos ou medianos, não percebemos mais as diferenças físicas, econômicas ou intelectuais que, frequentemente, separam-nos. Sim, um traje pode ser mais caro, outro mais original, mas certamente estes são apenas aspectos externos; e não a pessoa que veste o traje. Basicamente, quando nos fantasiamos em Purim, nossas diferenças são, naquele momento, encobertas.

Por sua vez, a história narrada na Meguilat Esther também é uma lição de igualdade e união; pois apenas depois que os judeus se uniram, salvaram-se do plano de aniquilação total de Haman. Homens, mulheres e crianças, estudiosos e sapateiros, camponeses e a Rainha, todos jejuaram e oraram juntos durante três dias e três noites para anular o decreto. E porque se uniram e se sentiram igualmente responsáveis e capazes de efetuar uma mudança, suas tefilót foram atendidas.

Por último, o significado do Oznei Haman está associado ao seu recheio escondido. A mão de D’us, por assim dizer, escondeu-se durante todo o episódio de Purim: os incidentes que levaram Esther a ser coroada Rainha; seu tio, Mordechai, ter ouvido a conspiração dos guardas do palácio, entre outros ocorridos, pareciam bastante naturais. Mas eles foram – como tudo em nossa vida – frutos da Divina Providência, maneiras de D’us montar um quebra-cabeça intrincado.

Assim como o recheio do Oznei Haman é oculto, Hashem parecia ter ficado escondido na época a qual Purim nos remete; contudo, Ele sempre está dentro de cada um de nós. Embora intangível e aparentemente oculta, a alma é o grande equalizador de todos. Pois, embora um judeu possa fazer mais mitsvót que outro, ou ter uma educação judaica mais abrangente que os demais, a essência e a fonte de nossas almas são as mesmas – uma parte verdadeira de D’us.

Aproveitemos este Purim para o cumprimento de todas as mitsvót do dia e, ainda, elevar o Eu Interior para, finalmente, percebermos que todos somos, essencialmente, iguais.

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